Acidente de Trajeto: 24,6% são acidentes de trabalho

Acidentes de Trajeto, é aquele realizado pelo colaborador para casa-trabalho, respondem por 24,6% dos acidentes de trabalho. Uma análise técnica sobre a legislação, custos e gestão de risco ocupacional no trânsito. 


O Fato incontestável: Acidente de Trajeto corresponde a 24,6% dos Acidentes de Trabalho

Olá, eu sou o Professor Rodrigo Ramalho gostaria de chamar a atenção para um dos desafios mais críticos na gestão de Segurança no Trabalho (SST) no Brasil. Dados robustos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social revelam que 27,3% dos acidentes de trabalho estão intrinsecamente ligados ao trânsito. Essa estatística alarmante não é apenas reflexo de eventos durante a jornada (como transporte de cargas, que representa 2,7%), mas é ampliada pelo acidente de trajeto, que sozinho responde por 24,6% das ocorrências registradas.

A grande maioria desses eventos é o acidente de trajeto, que responde por 24,6% das ocorrências. A Lei de Benefícios da Previdência Social o equipara a um acidente de trabalho, estendendo a responsabilidade da empresa para a via pública. O gestor precisa entender: o risco não para na porta da fábrica. O acidente de trabalho de trânsito é uma falha sistêmica na gestão de riscos que tem custos diretos e sistêmicos.

Por isso, o primeiro passo para o TST e o Engenheiro de Segurança é reconhecer essa estatística. Não se trata apenas de motoristas de frota; o risco atinge todo colaborador que se desloca. Precisamos de uma mudança de mindset: o acidente de trabalho de trânsito não é azar, é uma falha de prevenção.


Acidente de Trabalho e Acidente de Trajeto — O Risco Ocupacional no Trânsito

Acidente de trajeto
Acidente de Trajeto são Acidente de Trabalho: a legislação diz que sim.

A dimensão do problema do acidente de trajeto é sublinhada pelos dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT-2023). O volume de ocorrências ligadas ao deslocamento é massivo. O Anuário registrou mais de 150 mil acidentes de trajeto em 2023, um número que não pode ser ignorado por nenhuma corporação com alta mobilidade de colaboradores.

Isso significa que, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), quase um quarto de todos os sinistros laborais não ocorre dentro das instalações da empresa, mas sim no deslocamento habitual casa-trabalho-casa. A Lei de Benefícios da Previdência Social, ao equiparar o acidente de trajeto ao acidente de trabalho, impõe uma responsabilidade direta sobre a organização.

Minha conclusão é: sua gestão de riscos não está completa se ignorar a via pública. O foco excessivo no ambiente interno, negligenciando o fato de que acidente de trabalho: 24,6 % das ocorrências são um acidente de trajeto, é a falha que compromete a segurança jurídica e financeira da sua empresa.

Assista ao trecho da Palestra Saúde Mental para Motoristas profissionais: prevenção de tombamentos.

 

 

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O Custo Oculto que o Acidente de Trajeto representa para as empresas – Acidentes de Trabalho

Acidente de trajeto
Muitos acidentes de trajeto ocorrem por causa de distrações com o uso de celular.

A ocorrência de um acidente, especialmente o acidente de trajeto, desencadeia uma série de consequências que impactam diretamente os indicadores de gestão corporativa. Os sinistros de trânsito produzem efeitos em cascata sobre a produtividade, os custos e a sustentabilidade de uma organização.

O primeiro impacto é o absenteísmo, exigindo o afastamento imediato do colaborador para recuperação médica. Isso gera sobrecarga nas equipes remanescentes e uma interrupção nas tarefas. Além disso, a gestão de RH e TST precisa lidar com custos operacionais diretos e indiretos que se acumulam rapidamente, como:

  • Aumento nos prêmios de seguros;
  • Custos com tratamentos e reabilitação;
  • Potenciais despesas com ações judiciais;
  • Necessidade de contratação e treinamento de substitutos temporários;

Enfatizo que a ausência de uma cultura forte de Segurança no Trânsito Laboral reflete uma redução geral na competitividade. O custo de um único acidente, pode superar o investimento em prevenção por anos. Portanto, o problema do acidente de trajeto deve ser encarado não como um evento isolado de “má sorte”, mas como uma falha sistêmica na gestão de riscos ocupacionais que compromete a saúde financeira e operacional da empresa.


Análise dos fatores de risco para o Acidente de Trajeto

Acidente de trajeto
Atenção especial aos colaboradores que se deslocam para o trabalho com motocicletas: risco ocupacional no trânsito.

A compreensão das causas é crucial para a gestão eficaz da Segurança no Trânsito Laboral. Os acidentes de trânsito no contexto de trabalho são multifatoriais. Minhas pesquisas em comportamento do condutor indicam que a alta taxa de sinistros, onde o acidente de trajeto representa 24,6 % das ocorrências de acidentes de trabalho, é causada por uma combinação de fatores humanos e pressões ambientais:

  • Fadiga e Estresse: O esgotamento do colaborador após a jornada de trabalho o torna mais vulnerável no trajeto de volta.

  • Condução Distraída: O uso do celular e multitarefas anulam a atenção necessária para a Segurança no Trânsito Laboral.

  • Cultura da Pressa: A ausência de uma margem de tempo segura no planejamento do colaborador, muitas vezes incentivada por horários rígidos, leva ao excesso de velocidade.

Para evitar acidentes de trabalho, o foco não deve ser apenas na frota. É preciso focar na mentalidade. Para que sua empresa não seja refém da estatística o plano de ação deve ser integrado e envolver toda a organização. Eu recomendo o seguinte roadmap de gestão:

  1. Capacitação Comportamental Avançada: treinamentos que focam na atitude e na percepção de risco (além da Direção Defensiva básica);

  2. Gestão de RH e Saúde: implementação de políticas que combatam a fadiga e definam limites claros para o uso de dispositivos eletrônicos no trânsito;

  3. Monitoramento Educativo: utilização de ferramentas de controle e feedback para identificar e corrigir proativamente os comportamentos de risco no trajeto;

  4. Integração ao PGR: Formalizar o risco do acidente de trajeto no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), aplicando a mesma metodologia de investigação e análise de causa-raiz utilizada para acidentes internos.

Essa abordagem holística é o único caminho sustentável para a excelência em SST e para reduzir os índices de infrações e acidentes de trânsito.


A Liderança Comportamental como fator de sucesso para a prevenção

No cerne da Segurança no Trânsito Laboral está o comportamento. Concluo que a sustentabilidade de qualquer programa de prevenção depende da liderança comportamental. Não basta fornecer regras; é preciso mobilizar uma reflexão e conscientização que culminem em sensibilização emocional, gerando um aprendizado com “consciência de segurança no trânsito”.

A Segurança no Trânsito Laboral exige que a liderança corporativa demonstre o compromisso com a “visão de acidente zero” não apenas em palavras, mas em ações e políticas que protejam o colaborador, seja ele condutor de frota ou um profissional em seu acidente de trajeto diário. O investimento em educação e na análise de riscos é o caminho para transformar o motorista reativo em um condutor inteligente e seguro.

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