Pesquisa de acidentes com motociclistas

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Nos últimos 10 anos vimos crescer a frota de veículos de duas rodas no Brasil, mas os índices de acidentes também aumentaram. De acordo com a pesquisa realizada pelo professor Rodrigo Ramalho, que durante a última década analisou mais de 2000 acidentes (utilizando cruzamentos de dados) com motociclistas, a maioria dos casos analisados havia 4 situações de alto risco presentes.

Na análise do universo de acidentes, foi possível verificar que a maioria deles ocorreram em: curvas, corredores de tráfego, frenagens e cruzamentos de vias.

O estudo analisou acidentes de 7 países do mundo onde mais se utiliza este tipo de veículo, entre eles: Estados Unidos, Japão, China, Brasil, Inglaterra, Rússia e Indonésia.

Segmentação: os quatro tipos de motociclistas

O pesquisador segmentou os motociclistas em 4 perfis para balizar sua análise e produzir resultados mais realistas, estes tipos serão descritos a seguir:

User – motociclistas que utilizam o veículo como meio de transporte (urbano) para o trabalho e lazer e pilotam motocicletas com até 300cc e utilizam equipamento de proteção básico (capacete);

Profissional – motociclistas que utilizam o veículo como meio de trabalho e sustento. Em sua maioria, utilizam equipamentos de segurança básicos (capacete, luvas, jaqueta) e pilotam motocicletas com até 150cc;

Velocistas – motociclistas que utilizam o veículo como meio de entretenimento e/ou transporte, possuem motocicletas esportivas com até 1.200cc, são habilidosos e se arriscam em altas velocidades. Utilizam equipamentos de proteção avançados;

Expert – motociclistas experientes que utilizam o veículo como meio de transporte e/ou entretenimento e trafegam em velocidades razoáveis, são seguros e pilotam com motocicletas de grande porte (custom) com até 1.800cc. Utilizam equipamentos de proteção avançados.

As Quatro situações de alto risco para motociclistas

Os acidentes em curvas são muito comuns porque o motociclista passa direto na curva sem conseguir acompanhar o seu traçado, entre outros erros que são fundamentais para o sucesso em curvas.

Muitos acidentes ocorrem nesta situação porque os condutores surpreendem o motociclista em trocas de faixas repentinas sem sinalização, assim como pedestres que atravessam na frente de veículos de grande porte em pontos cegos.

Nestas situações os motociclistas cometem falhas na pressão da frenagem, bem como, no tipo de solo que estão promovendo frenagens de emergência nas rodas dianteiras e traseiras.

Nos cruzamentos os acidentes com motociclistas tendem a ser de alta gravidade, inclusive muitos são fatais. Isto porque neste tipo de acidente o veículo atinge diretamente o corpo do motociclista. Nos acidentes entre motociclistas e veículos leves, geralmente as lesões são nos membros inferiores. Nos casos onde há veículos de grande porte, as lesões são mais severas. Isto porque há um grande impacto do veículo contra toda a extensão do corpo do motociclista.[/vc_column_text]

Assista algumas entrevistas com o professor Rodrigo Ramalho ao longo de oito anos sobre Motociclismo Consciente na Band, na Record e no Jornal da Globo.

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Prevenção de acidentes e Inteligência emocional

Mapeando estas manobras e cenários específicos o professor Ramalho desenvolveu lições e treinamentos para estas situações de alto risco identificadas. Os participantes primeiramente, se identificam com os 4 perfis de motociclistas apresentados e aprendem como e porque as frenagens, as curvas, os corredores urbanos e os cruzamentos de vias são as situações de tráfego campeãs de acidentes sobre duas rodas. Apresentar o problema e suas causas é importante, mas este trabalho oferece soluções para que os pilotos possam atuar de forma eficaz para a prevenção de acidentes.

Assista o trecho da Palestra – Brigas de trânsito: o medo e a raiva dos motociclistas. Na Semana Nacional de Trânsito 2018.

Conceito de Motociclista inteligente e Motociclismo consciente

O professor Rodrigo Ramalho apresenta o novo conceito de motociclista inteligente. Segundo ele, os motociclistas do século XX mantinham seu foco nas habilidades técnicas. Mas com o rápido crescimento do número de veículos, a partir do século XXI, o trânsito se tornou um ambiente muito estressante. Um terreno repleto de perigos e obstáculos com conflitos e acidentes. Neste novo cenário com condições ambientais tão favoráveis para a agressividade, a raiva no trânsito tem se apresentado como um fator determinante para a violência em vias públicas. As “brigas de trânsito” se tornaram fatos comuns no cotidiano de motociclistas patrocinando lesões, processos e até homicídios.

Portanto, as habilidades necessárias para o trânsito atual, não se resumem no conhecimento das regras e manobras. As novas competências que o trânsito atual exige, ainda não se ensinam nas autoescolas. Estas competências poderão ser desenvolvidas com a Educação Emocional no Trânsito. Uma metodologia de ensino onde o motociclista aprende a lidar com sua agressividade e a dos outros condutores, desenvolve o controle dos impulsos e mantém o cérebro ativo para os perigos de acidentes, principalmente nas 4 situações de alto risco no trânsito apresentadas.

O motociclista inteligente do século XXI é mais completo que o motociclista habilidoso do século XX. Ele possui o domínio da máquina, mas também sabe dominar seus impulsos e agressividade para empreender o motociclismo consciente. Ele é inteligente porque reúne mais de uma habilidade e se adapta às condições ambientais, sem deixar que o stress interfira na sua forma de pilotar. Motociclistas inteligentes praticam o Motociclismo consciente!

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