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Medo e Raiva nas discussões do Congresso AND

Os maiores especialistas do Brasil reunidos para discutir melhorias para o trânsito. Nos dias 02 e 03 de Dezembro de 2015, aconteceu o Congresso Brasileiro da Associação Nacional dos Detrans (AND) em Foz do Iguaçu, o evento debateu (entre outros assuntos) a relação entre a pouca idade, o medo, ansiedade e violência no trânsito. O evento recebeu mais de 800 participantes por dia, entre eles, profissionais de diversas áreas do transporte, educação e trânsito.

Texto: Associação Nacional dos Detrans AND

Perfil dos jovens motoristas impacta diretamente na responsabilidade no trânsito 

A conquista da carteira de habilitação é vista como um marco na vida dos jovens brasileiros, uma questão de autonomia e autoafirmação. Mas será que o perfil dos novos motoristas e a responsabilidade necessária são compatíveis? O Congresso Brasileiro da Associação Nacional dos Detrans, que acontece em Foz do Iguaçu, debateu a relação entre a pouca idade, o medo, ansiedade e violência no trânsito.
 
Para a discussão foram convidados o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio; a especialista em Psicologia do Trânsito, Iara Thielen; a consultora em Educação e Segurança no Trânsito, Roberta Mantovani; e o especialista em Educação, Legislação, Inteligência Emocional no Trânsito, Rodrigo Ramalho. 

“A maior parte das pessoas que sofrem com os danos recorrentes de um trânsito violento são os jovens. É uma população saudável muitas vezes morrem no auge da sua potencialidade. É preciso discutir do ponto de vista do processo de habilitação e também que tipo de medidas nós, como sociedade, podemos tomar para evitar esta situação”, comentou Thielen.


Autor do Conceito de Educação Emocional no Trânsito realizou palestra sobre Jovem no Trânsito e suas emoções

O especialista em Educação, Legislação, Inteligência Emocional no Trânsito, Rodrigo Ramalho, ressalta: “O comportamento emocional do jovem brasileiro é mais perigoso na transgressão de regras. As emoções geralmente sentidas e expressas são aquelas que envolvem o espírito de emulação. Não estamos falando de medo ou raiva, que até são mais comuns em faixas etárias mais elevadas, mas das sensações euforizantes que o risco e a adrenalina proporcionam ao jovem condutor. ”
 
O excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas, cansaço, desrespeito à legislação e a própria inexperientes na condução de veículos é apontada pelos especialistas como os fatores que acabam causando violência e acidente com danos irreversíveis no trânsito. 
 
“Um dos trabalhos mais importantes do Observatório nos últimos anos é o aprimoramento da formação do novo condutor. Nossos estudos mostram que o jovem precisa receber instruções que lhes garanta a efetiva percepção do risco que o trânsito traz. Quem dirigia em nosso país, de norte a sul, há 20 anos, sabe o quanto o trânsito mudou ao longo das últimas décadas. O importante é dar a esse jovem mais informação, mais percepção dos perigos e treinar a capacidade de avaliar as situações para agir de forma diferente. Esse é um dos caminhos para mudar o atual quadro de medo, ansiedade e violência no trânsito”, afirmou o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária José Aurélio Ramalho.
 
A consultora em Educação e Segurança no Trânsito, Roberta Mantovani que só temos medo do que desconhecemos: “Só vamos diminuir a ansiedade, se trabalharmos com propostas concretas de educação. A violência se propaga quando não temos a formação adequada desde a primeira infância. Por tudo isso, o jovem condutor sente a falta desses componentes para entrar num carro e dividir nossas ruas e avenidas com outros veículos. Nossa proposta pedagógica de melhoria da formação do condutor, parte da seguinte pergunta: qual motorista queremos em nosso trânsito? E, com isso, vamos trabalhando todos os conceitos de autoestima, segurança e paz no trânsito para efetivamente mudar a nossa realidade”.

Hoje no Brasil existem mais de 8 milhões de condutores com entre 18 e 25 anos. Estes motoristas representam 13,6% do total de habilitados, de acordo com do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Ainda segundo o órgão, os acidentes de trânsito são o principal responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos. 

APOIO: O Congresso da Associação Nacional dos Detrans é realizado com o apoio do Governo do Paraná e do Departamento de Trânsito do Estado e tem o patrocínio da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg); Seguradora Líder, responsável pelo seguro Dpvat; ProSimulador; Triton; Quipux; Thomas Greg & Sons do Brasil; 

Fotos: Rodrigo Félix Leal

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Curso de Educação Emocional no Trânsito no Congresso da AND

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