peetransito - O Portal da Educação Emocional no Trânsito

Palestras de segurança no trânsito

Palestras de legislação de trânsito

Palestras de educação no trânsito

Palestras de Motociclismo consciente

Palestras motivacionais de segurança

Palestras para SIPAT

Palestras de Meio Ambiente e sustentabilidade

Palestrante de segurança no trânsito

Palestrante de legislação de trânsito

Palestrante de educação no trânsito

Palestrante de Motociclismo consciente

Palestrante motivacionais de segurança

Palestrante para SIPAT

Palestrante de Meio Ambiente e sustentabilidade

Palestras Motivacionais

Palestrante SIPAT

Comportamento impulsivo no trânsito: pesquisa mostra que uma mutação genética específica pode estar fortemente relacionada às atitudes impulsivas

Todas as pessoas, até aquelas que são bem calmas, podem perder o controle em algum momento no trânsito. Podem ainda tomar atitudes irrefletidas e exageradas que causam frustração, arrependimento e culpa. No trânsito, o descontrole emocional vem se tornando cada vez mais frequente. Mas isto tem haver com o ambiente desorganizado das vias urbanas ou as pessoas trazem consigo uma carga genética que favorece a impulsividade? 

Um estudo realizado na Finlândia com 96 presidiários demonstrou que a impulsividade excessiva deflagrada pela irritação momentânea, pode ser provocada (em parte) por uma mutação genética. 

Por: Alessandro Greco

Por que alguns não "olham antes de pular": a resposta pode estar nos genes
Há um velho ditado que diz: olhe antes de pular -- ou seja, pense antes de agir. Alguns levam isso mais a sério que outros, e cientistas descobriram que a genética pode ter um papel importante nisso. Em particular, entre os finlandeses, que têm uma mutação genética específica aumenta brutalmente a impulsividade.
A mutação que pode levar a um comportamento altamente impulsivo está localizado no gene HTR2B de um receptor da serotonina e foi descrita na edição desta quarta da revista especializada Nature. A descoberta foi feita sequenciando-se o DNA de 96 homens finlandeses com ficha criminal devido à histórico de comportamento violento e de homens também finlandeses sem histórico policial (grupo de controle). 

O resultado mostrou que o primeiro grupo (das pessoas violentas) tinha três vezes mais a mutação no HTR2B do que o grupo de controle. Inclusive os 17 homens com ficha criminal que carregavam a mutação, chamada de HTR2B Q20*, haviam cometido uma média de cinco crimes violentos, 94% deles sob efeito de álcool. Os crimes foram basicamente reações desproporcionais a situações banais, sem premeditação nem ganho potencial. A mutação, segundo os pesquisadores é específica da população finlandesa.

Os pesquisadores contaram também com a sorte, além da capacidade científica e a moderna tecnologia de sequenciamento de DNA existente, para fazer a descoberta. “Sequenciamos apenas 14 dos cerca de 25 mil genes humanos e eu não imaginei que seríamos tão espertos de escolher o gene certo”, afirmou ao iG David Goldman, um dos autores do estudo, do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo, dos Estados Unidos. Para validar a relação entre o HTR2B e a impulsividade, os pesquisadores fizeram um teste: desligaram o gene em camundongos. O resultado foi que com ele inativo, os roedores também ficavam mais impulsivos. A identificação de mutações genéticas como a do HTR2B servem muito mais para entender a relação entre genética e comportamento humano do que para criar testes que possam prever se uma pessoa será ou não impulsiva. “Ela pode deixar clara as origens genéticas e não-genéticas do comportamento impulsivo.

Em particular os estudos de interação gene versus ambiente somente são poderosos se sabemos qual o papel dos genes”, explica Goldman. E completa: “Na minha visão o maior benefício […] é no entendimento de como as pessoas se tornam impulsivas e no estudo clínico de problemas relacionados à impulsividade como, adicção e suicídio”.

Fonte: Portal IG Ciência