Checagem de rotina, manutenção dentro dos prazos, para evitar quebras inesperadas e outros cuidados com o caminhão ajudam a reduzir o custo do transporte

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Por: Evilazio Oliveira

Mesmo em tempos de crise, e de contenção de despesas, o carreteiro precisa cuidar da manutenção do caminhão, fazer as revisões programadas ou de acordo com as necessidades. Além da inspeção geral no início de cada viagem ou nos postos de abastecimento, a maioria dos motoristas utiliza um controle próprio com as datas das revisões e troca de componentes. É importante que o caminhão esteja funcionando bem, seja mais econômico e com menos chances de apresentar problemas.

O carreteiro Gilmar Pagotto, natural de Marau/RS, tem 49 anos de idade e 20 anos de profissão. Proprietário de um caminhão 2001, ele costuma rodar pelos Estados do Rio Grande do Sul e Paraná, transportando ferro e grãos. Diz que antes de cada viagem costuma verificar o nível do óleo do motor, da água e do sistema de freio. Iluminação e pneus também entram na checagem diária. Enfim, afirma que costuma dar “uma geral” no cargueiro antes de pegar a estrada.

Pagotto comprou este caminhão há cerca de cinco meses e na ocasião disse que ainda não tinha havido necessidade de as manutenções costumeiras. No outro caminhão, modelo 2001, e que na ocasião da entrevista estava à venda, ele costumava fazer revisão geral da parte mecânica, de forma programada para que o custo não ficasse muito elevado. O importante, segundo ele, é manter tudo funcionando direito, para que o consumo de combustível não acabe comprometendo o já minguado lucro da viagem.

Para o carreteiro Alessandro Lima, conhecido como Deco, a manutenção preventiva do caminhão é uma garantia para se evitar transtornos e despesas maiores. Natural de Santana do Livramento/RS, com 46 anos de idade e 26 de profissão, ele trabalha com um bitrem tracionado por um cavalo-mecânico ano 2010. Transporta grãos ou “do que for possível e pagar melhor”.

Afirma que antes de cada viagem faz as costumeiras verificações de água, óleo, pneus e sistema elétrico. Além disso, tem uma planilha onde anota as datas para as manutenções mais demoradas, como troca de óleo, filtros, bomba e bicos injetores. E confia também na verificação feita através do sistema eletrônico do caminhão, que acusa qualquer irregularidade.

Quando chega a hora das manutenções, ou o surgimento de algum imprevisto, avisa ao patrão que determina onde deverá ser feito o serviço. Com isso, Deco tem certeza de viagem tranquila, com melhor desempenho do cargueiro e economia de combustível.

Edson Vanderlei Linemann, o Rabanete, é natural de Rolante/RS, tem 45 anos de idade e 25 de estrada. Atualmente ele trabalha com um bitrem atrelado a um cavalo-mecânico ano 2010. Destaca que anota em um caderno a data de todas as revisões, troca de filtros, óleo ou qualquer outro item relacionado à mecânica ou conservação do caminhão. O que for de necessidade mais imediata, ele mesmo providencia ou relata ao patrão no final da viagem.
Linemann lembra que a verificação de rotina, ao início da cada jornada, é obrigação de todo carreteiro responsável,. E reforçada que quando abastece o caminhão e verifica pressão dos pneus, óleo, água, faróis, sinaleiras.

“Tudo precisa estar funcionando muito bem” adverte.
Sempre atento ao bom funcionamento do caminhão, Régis Dezanet, o Cigano é natural de Santa Maria/RS, tem 29 anos de idade e nove de profissão. Proprietário de uma carreta com cavalo-mecânico ano 94, afirma que costuma fazer as verificações básicas ao inicio de cada viagem e também nas paradas para descanso ou pernoite.

Explica que tem um cuidado especial com a qualidade do combustível, preferindo abastecer sempre em postos conhecidos e com boas referências. Em relação à manutenção do bruto, faz de acordo com as necessidades, conforme o caminhão pede. “Com as péssimas condições das estradas, há um desgaste precoce de todos os componentes e, com isso, a necessidade de trocas mais frequentes e consequente aumento nos custos da viagem”, salienta.

Airton José Bampi, natural de Campinas do Sul/RS, tem 53 anos de idade e 24 de estrada. Dono de uma carreta ano 93, diz que costuma viajar entre o Rio Grande do Sul e Paraná transportando grãos e ferro. Segundo afirma, antes de iniciar uma viagem cuida de tudo, da parte mecânica, nível do óleo, água, sistema elétrica e freios.

A revisão geral ocorre a cada seis meses e foi numa dessas que decidiu reformar o motor e lembra ter sido cara. “Uma paulada, principalmente com a mão de obra”, ressaltou. Lembra que o caminhão precisa estar sempre em boas condições para rodar com mais economia e não quebrar na estrada. “Afinal, o custo com combustível pesa muito na planilha e, somado às despesas com pedágios, acaba consumindo quase todo o valor do frete, que já é muito baixo, uma barbaridade”, conclui.

Fonte: Revista O Carreteiro.

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